
ilustração de Marina Papi .
Luz
do poste derramando sobre o asfalto
os
risos e os grilos, carros e vozes; sambas
Iluminada,
a rua toda vibra em sobressalto
pés
ou pneus, todos vão passando bambas..
Até
encontros marcados são inesperados
nessas
esferas sociais, colegas e paqueras
são
esperas, em filas, tão folias que galeras
Monstros
quietos em disfarçe de quimeras
estão
camuflados todos malandros safados
A
sede duma libido oculta
despudorada
e sem culpa
Olhares
tão soltos e incertos
mas
livres de quem os insulta
O
caminho é aberto, é certo.
E
é sem pedágio e nem multa
O
tempo é esperto, é espaço
presságio-criação
infinita e avulsa
Sentimento
que é perto, enlaço
pois
frágil
é razão e
a sua
repulsa...
caía sobre nós
aquela noite crua
a minha vontade
era igual à sua
e toda essa tua rua
é a nossa Lua, nua!
Tua rua, toda sua
me atua, feito Lua.
ilustração de Marina Papi .

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