
ilustração de Marina Papi .
Não
sei bem o que, mas tô à procura
O
meu querer é algo que me ensina
Esse
desejo pode levar até à loucura
eu
só sei sonhar com o que me fascina
Estrelas
vêem após a noite escura
e
aquela luz da lua tão feminina
espero
agindo com desenvoltura
inevitável
criar o que se destina
E
mesmo na dúvida, estranha tontura
sempre
se alcança o que se determina
dor
inevitável, mas sofrer é só tortura
a
sorte pode estar em qualquer esquina
E
uma saudade por dentro me perfura
quero
saber o que há atrás da neblina
emoções
confusas numa única mistura
essa
vida é um filme que não rebubina
Impossível
definir minha exata cultura
tudo
ao redor minha pessoa se combina
viver
não tem borracha, não tem razura
quem
realmente vive nunca procrastina
Gosto
de ver nas paisagens uma pintura
e
invento cores no pôr do sol lá na colina
Cada
pedra e montanha parece escultura
Existir
vai muito além dessa minha retina
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