
Do que adianta estar diante da pura verdade
e não poder conter essa imensa vontade
de pedir desculpas, toda hora, repetidamente?
De cada erro estúpido, que só agora é consciente
adiantaria de alguma coisa meus amigáveis perdões?
Se sou eu mesmo quem ainda não me perdôo
será inútil ser poliglota de inúmeros outros corações?
Não consigo interpretar o meu próprio agouro...
Se o meu próprio coração é indecifrável nas emoções
sou incapaz de traduzir seu chôro e suas reais intenções...
De que me adianta pois ficar criando esse isolamento,
esse mórbido elogio à solitária e escondida distância
numa espera da ilusão de um sentimento de segurança?
Esse meu solitário silêncio em nada afeta
Me escondendo
me evitando
feito criança com uma emoção secreta
Enfrentando os erros é que se revela e se renova a meta
É na coragem de cumprir as curvas que se atinge a reta
Nem tão explodindo, nem tampouco quieta
a mente serena é atenta e é também aberta
Sem medo de errar, é preciso estar sempre alerta
é graças ao risco de tentar que algum dia se acerta
Mesmo confrontado com a emoção mais sapeca
a alma só está viva no agora, na diretriz da seta..
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